01 julho 2011

Recomeço

Houve um tempo em que eu me dividia entre visitar o passado e imaginar o futuro.
O presente não atuava como uma ponte de ligação entre esses dois mundos.
Havia felicidade. Mas uma força avassaladora trazia à tona um sentimento profundo de mudança contra injustiças que ouvia e convivia.
Nasci relutante. Não me acostumo com o que entendo como inaceitável. Ou nasci na época errada. Sou do tempo em que a palavra de uma pessoa vale todo o seu caráter. Em que não há meio termo entre certo e errado. Por isso, sempre me cobrei demais.
Muita “Sociedade dos Poetas Mortos”, “Carpie Diem” e "Instantes", Jorge Luis Borges. E o presente apontava meras mudanças para um futuro que não seduzia. De fato, sou intensa.
Entre representar e voar, optei por concretizar. A aprendizagem do teatro e do paraquedismo me levam sempre a uma experiência melhor: olhos nos olhos e o treinamento que leva a antecipar e improvisar: o trabalho em equipe – o junto dos menestréis! Obrigada.
Lição pra vida toda, fui em frente realizar o maior projeto que é o de construir uma família. Nunca fui tão capaz em integrar tanto ao mesmo tempo: administração, saúde, educação, transporte e logística, relacionamento, comunicação, cooperação, sustentabilidade e afins.
Ainda há injustiças, claro. Há muito o que melhorar em mim, no meu mundo e no mundo em que vivo. Mas nessa nova realidade, o presente impera. No passado, uma lição para refletir o futuro.

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